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terça-feira, 30 de junho de 2009

O CLARINETE


Sou clarinetista amador, tendo aprendido a tocá-lo na igreja que freqüento, Congregação Cristã no Brasil (CCB). Quando estudava as primeiras lições do Bona me interessei pelo saxofone. Quando estava terminando, e não tendo condições de comprar o sax, o encarregado perguntou se eu queria ir aprendendo a tocar clarinete, até poder adquirir o sax. Nosso irmão tinha um clarinete guardado e me emprestou para aprender e tocar o tempo que fosse preciso. Amei este instrumento e comprei um clarinete, onde louvo a Deus até hoje.
Faço menção com honras, ao irmão Alcidez (encarregado na época, no Ipiranga, Campinas) e ao saudoso irmão Derci (auxiliar de encarregado, depois encarregado) que foi meu instrutor no clarinete. Irmãos que me ajudaram e suportaram com muito amor.

Mosaico





Clarinete

O clarinete é um instrumento musical de sopro, constituído basicamente de um tubo cilíndrico de madeira ou plástico ABS, com uma boquilha onde é presa uma única palheta, diversas chaves metálicas que abrem ou fecham orifícios ao longo do tubo e uma campana na extremidade, em forma de sino. Quem toca o clarinete é chamado clarinetista.

Possui semelhanças com o oboé, mas difere deste por usar uma única palheta que vibra para produzir o som, enquanto o oboé usa palheta dupla. Seu tubo é cilíndrico, no oboé é cônico, e a campana em forma de sino é maior. Enquanto o som do oboé é rascante, o do clarinete é aveludado, encorpado.

Zézinho Pitoco fala sobre o clarinete:




HISTÓRIA CHALUMEAU

Não tem como falar da origem do clarinete sem citar este instrumento antigo, chamado Chalumeau. O chalumeau foi utilizado para música folclórica desde a idade média, e tem sua origem no oriente. Consiste basicamente num tubo de cerca de 20 cm com nove furos e um bocal com palheta simples, o que já lhe dava um som parecido com o do clarinete.

Havia quatro membros na família, soprano, alto, tenor e baixo. O chalumeau continuou a se desenvolver paralelo ao clarinete, durante várias décadas e tem um grande repertório do século 18 na orquestra e música de câmara.

Posteriormente com a evolução das chaves no clarinete, isso permitiu melhor entoação de toda a gama de sons, contribuindo para sua popularidade em toda a Europa, e para o desaparecimento do Chalumeau, por volta de 1780.

Embora apenas oito chalumeau originais tenham sido conservados, modernos artesãos estão conseguindo produzir réplicas baseadas nestes instrumentos.

Chalumeau antigo




Chalumeau - réplica atual





Ouça o som de chalumeau:




CLARINETE, INVENÇÃO E DESENVOLVIMENTO


O nome bem conhecido como o inventor do clarinete é Johann Christoph Denner (1655-1707) com a ajuda de seu filho, Jacob, de Nuremberg, Alemanha. Denner era um conhecido e habilidoso construtor de instrumentos de sopro.

Não existe prova documentada que ele sozinho o inventou e deve ser mencionado ainda que (com excepção de um único instrumento em Berkley cuja atribuição é muito contestada), não há qualquer clarinete sobrevivente feito por JC Denner, apenas chalumeau.

Historiadores atribuíam o ano da criação do clarinete a 1690, mas descobertas de documentos mais recentes deslocam esta data para próximo ao ano de 1700.

Imagem: clarinete antigo



CONSTRUÇÃO

Clarinetes podem ser construído de uma variedade de materiais, incluindo vários tipos de madeira, plástico, marfim, e mesmo metal. Madeiras africanas são as preferidas pelos clarinetistas profissionais, devido às suas qualidades acústicas e robustez. É utilizado uma madeira chamada granadilla, escura e que é confundida com o ébano. cada vez menos utilizada devido a escassez.

Um problema que enfrentamos com os clarinetes de madeira, porém, é o fato de que elas reagem mal à humidade, o que pode fazer a madeira inchar, e diminuir as propriedades acústicas, mesmo dos mais caros instrumentos.

No intuito de combater esta situação, alguns fabricantes utilizam um material composto de carbono e fabricados a partir de ébano ou grenadila em pó, em vez de madeira. O instrumento resultante, que é mais impermeável à umidade, é significativamente mais pesado. O peso adicional pode afetar a destreza manual do clarinetista, do lado direito, uma vez que o polegar da mão direita é que tem de suportar o peso de todo o instrumento.

Clarinetes de borracha endurecida também tem sido fabricados desde 1860, chamada de ebonite, porque pretendia substituir o ébano. Geralmente as boquilhas de clarinete e sax são feitas deste material.

Clarinetes modernos mais baratos são feitos de resina plástica, tais como o ABS. Estes materiais, às vezes são chamados de resonite. A Selmer é um fabricante que produz ótimos instrumentos nesta linha de material.

Clarinete de metal foram populares no começo do século XX, até os de plástico suplantarem-nos. Metal é no entanto utilizado no corpo de clarinetes contralto e contrabaixo e para o pescoço e campanas de todos os clarinetes maiores.


PARTES DO CLARINETE



O clarinete tem cinco partes, que são: a boquilha, o barrilete, o corpo superior, o corpo inferior e a campana ou campânula.

Boquilha: é a zona do clarinete onde se sopra. Usa-se uma palheta (feita de cana, que vibra com a passagem do ar), produzindo som.

Barrilhete: dá algum tamanho ao clarinete. É usado para a afinação. Quando o clarinete está “alto”, puxa-se o barrilete para cima, mas caso contrário, põe-se o barrilete para baixo.

Corpos -superior e inferior- estes corpos são onde estão localizados os buracos e chaves onde se toca. O som fica diferente à medida que se mudam os dedos de posição, fazendo com que o ar saia por buracos diferentes.

Campana ou campânula: funciona como caixa de ressonância e tem influência nos sons médios e graves.

Chaves: são feitas de uma liga metálica de níquel e bronze e as molas são de aço. As chaves são geralmente revestidas de níquel, ou prata.

Palhetas: sensíveis e delicadas, não há nada que um clarinetista dependa mais do que uma boa palheta para tocar bem. Feitas de uma cana especial, ou de material sintético, é muito importante para o clarinete.

SISTEMA DE CHAVES DO CLARINETE



Até princípio do século 19 não dá para se falar de sistema de chaves. O clarinete foi sendo melhorado progressivamente.

Em 1812, Iwan Muller remodelou o instrumento e elevou o número de chaves para treze. Seu invento melhorava a afinação, qualidade de som e execução musical, mas foi recusado pelos grandes professores na época mas firmou-se como o primeiro modelo de um clarinete moderno.

Outros construtores de instrumentos fizeram pequenas melhorias para o sistema Muller e este modelo foi utilizado em todo o século dezenove.

Figura: clarinete de 13 chaves semelhante ao criado por Muller.

SISTEMA ALBERT

O sistema Albert é um melhoramento do sistema criado por Muller . Eugene Albert,
belga, construtor de instrumentos musicais em Bruxelas em 1842, criou, nas suas palavras, um novo clarinete de 13 chaves. Alegava que tinha um som e afinação melhores do que os sistemas Boehm da época.

O clarinete com sistema Albert tornou-se logo popular, sendo fabricados na França pela Buffet-Crampom e pela Selmer.

É chamado sistema simples por ter menor número de chaves que o sistema Boehm, e por isso é muito utilizado para música folclórica na Europa oriental, porque permite excecuções rápidas. Foi o sistema preferido dos músicos tradicionais do jazz no EUA. Alega-se que o som do clarinete Albert é mais profundo do que os outros sistemas de clarinete.

Imagem: sistema Albert



SISTEMA BOEHM

O método mais comum usado hoje é conhecido como o sistema Boehm, também conhecido como sistema francês.

Theobald Boehm, outro construtor de instrumentos alemão, realmente não criou um sistema de chaves para clarinete. Criou um sistema para flauta, da qual era também compositor.

O sistema Boehm de clarinete foi desenvolvido em 1840 por dois franceses, Hyacinthe Klost e Auguste Buffet. Eles adaptaram a mecânica do clarinete para o novo sistema criado por Boehm, aumentando o conforto em tocar um maior número de chaves do instrumento. Melhorou a qualidade tonal e os saltos entre o registro superior e inferior, que naquela época eram ainda mais acentuados do que são hoje.

Este sistema pouco mudou desde então, possuindo basicamente 17 chaves e 6 aneis.

Imagem: clarinete sistema Bohem completo




SISTEMA OHELER


É o sistema mais comum utilizado na Austria e Alemanha, desenvolvido sobre o clarinete de Muller. Difere muito do sistema Boehm, é mais complexo, exige cruzamento de dedos para tocar, entre outras diferenças. Apesar de melhorias na qualidade de som, a técnica exigida é mais complexa do que o sistema francês.

Imagem: sistema Oheler



Estes sistemas são os principais, havendo outros, que foram desenvolvidos, numa busca constante pela melhoria do clarinete.

Cada um destes sistemas ainda é usado em alguns instrumentos, nomeadamente de valor histórico (Mueller) ou para facilitar principais mudanças em algumas músicas não-ocidentais (Albert). Também no sul dos Estados Unidos, o sistema Albert é ainda utilizado no jazz.

O SOM DO CLARINETE

O som do clarinete obtém-se soprando ar através da boquilha, fazendo vibrar a palheta fixada no bocal. A dureza da palheta e as características físicas do bocal, são fatores que irão contribuir para a qualidade do som produzido. Isto é tecnicamente falando, embocadura. Não basta soprar ar no tubo, é preciso muito treino para saber controlar o ar, a pressão sobre a palheta, a articulação da língua, etc, para poder emitir o som escuro e aveludado característico do instrumento.

Outros fatores relevantes no som do clarinete está ligado à cultura. Formaram-se ao longo do tempo escolas, ou estilos de tocar clarinete, sendo as mais famosas, o estilo alemão e o oriental, ou turco. Os estilos refletem preferências regionais e não significa que um é melhor do que o outro. Enquanto um estilo é fechado, sem vibrato, sombrio, outro é muito alegre, vivaz, carregado de emoção e vibração.

A gama de sons que o clarinete emite é uma das maiores entre os instrumentos de sopro, atingindo mais de quatro oitavas, dependendo da habilidade do clarinetista.
Esta versatilidade do instrumento o torna muito adequado para uma variedade imensa de estilos musicais, desde a música clássica aos choros, serestas e samba. No jazz não pode faltar, com seus solos humorísticos e sarcásticos. Ele tem lugar garantido em bandas, orquestras sinfônicas, conjuntos, etc.

TRANSPOSITOR

O clarinete pertence ao grupo de instrumentos chamados transpositores. Isto é devido a afinação do clarinete, às suas características construtivas.
Ser um instrumento transpositor, significa que as notas musicais para este instrumento, não são as mesmas escritas em tom de concerto, ou seja, aquilo que é escrito para um instrumento não transpositor, como por exemplo, o piano. Para poder tocar junto a outros instrumentos, o clarinetista irá ler uma partitura diferente, de acordo com a afinação do seu clarinete.

Há diversos tipos de clarinete em várias tonalidades, incluindo em Dó, que não é transpositor, sendo que o clarinete em Si bemol é o mais comum e utilizado nas orquestras.

Transposição na CCB

Antigamente esta transposição era feito mentalmente pois só havia um hinário escrito em tom de concerto. Instrumentos de sopro sempre foram ensinados de forma livre nas igrejas. Em locais onde não havia irmãos com conhecimento musical para ensinar transposição, muitas vezes, se aprendia a tocar "transpondo no instrumento". Significa que você não aprendia a escala correta do instrumento, mas uma escala para poder ler a partitura como estava escrita e tocar junto aos demais músicos com instrumento não-transpositor.

Levando em consideração as dificuldades de cada região, era aceito fazer teste para oficialização na orquestra, tocando desta forma. Depois, os irmãos começaram a cobrar o aprendizado correto do instrumento e a transposição na partitura.

Graças à Deus, atualmente na CCB estão sendo disponibilizados hinários com a partitura escrita em outras tonalidades. Quem toca um clarinete ou outro instrumento com afinação em Sib já tem o seu hinário próprio. Não sei dizer quantos tipos de hinários existem, mas houve um grande progresso.

FAMÍLIA CLARINETE

Existem muitos tipos diferentes de clarinetes, alguns dos quais são muito raros, e as nomenclaturas e classificações também tem variações.
Pode-se falar em pelo menos 13 instrumentos construídos em várias tonalidades e tamanhos. Temos clarinetes muito pequenos como o sopranino, de som agudo, e muito grandes como o contra-baixo, de som extremamente graves. É a maior família de instrumentos de sopro.





Dentre da família, destaco dois que são comuns nas orquestras da Congregação Cristã no Brasil, sendo que em alguns lugares tem surgido os membros de sons graves, como clarinete baixo e contra-baixo.

CLARINETE EM SIb

O clarinete em SIb é chamado de clarinete soprano, e é encontrado em bandas, orquestras, pequenos conjuntos, etc. Considerado o representante mais famoso da família e todos os demais, pequenos e grandes, são chamados de clarinetes de harmonia, pois são usados nas orquestras para tocar notas que acompanham as melodias.

CLARINETE EM DÓ

O clarinete em DÓ é alguns centímentros mais curto que o clariente em SIb e o som é um tom mais elevado. Não é transpositor, tocando a partitura como escrita para piano e violino, sendo por isso de aprendizado mais fácil. Pode ser usado em escolas de música como instrumento iniciante para crianças e jovens., mas raramente será visto numa orquestra sinfônica.

Alguns sites até afirmam que não é mais utilizado, porque raramente é visto numa orquestra sinfônica. Nas igrejas CCB é muito utilizado devido a facilidade em aprender.

CLARONE

O instrumento que chamamos de clarone no nosso meio é o clarinete-baixo, mas é comum também nomearmos: clarone alto, contra-clarone e clarone contralto. O clarinete baixo é afinado em SI b, um instrumento transpositor com som muito grave, uma oitava abaixo do tom do clarinete soprano em SI b. bastante pesado, sendo tocado apoiado no pé metálico do próprio instrumento.

Recital com clarone




CLARINETE CONTRA-BAIXO

É afinado em SIb e o som é uma oitava abaixo do som do clarinete baixo, e duas oitavas abaixo do clarinete soprano em SIb. Não é de uso comum em orquestras apesar de haver peças escritas para ele.
Clarinetes contra do tipo reto podem ser de madeira ou metal, ou ambas.
Há um tipo de contra-baixo curvado que é feito todo em metal, e devido ao seu formato é chamado de contra paperclip, porque lembra um clip de papel.

Contra-baixo reto




Contra-baixo curvado ou paperclip



COMO COMPRAR

Comprar um clarinete envolve muitos fatores pessoais, além do quanto dinheiro você tem disponível para gastar.
Não adianta comprar um caro instrumento, e ensaiar/tocar apenas uma hora por semana, em média. O instrumento pode ser bom mas sem treino não terá como produzir um som com qualidade. Com uma boquilha boa e treino, um clarinete barato pode ter uma ótima sonoridade.

Pessoalmente prefiro o instrumento de madeira, e acho que um adulto deve comprá-lo, se possível. Para crianças, é aconselhável adquirir um de plástico, pois elas não têm o mesmo cuidado que um adulto e podem deixar cair, trincando a madeira.
Se for comprar um clarinete, mesmo tendo experiência, deve levar um clarinetista que possa avaliar o instrumento e dar opiniões.

Com a possibilidade atual de se comprar pela net, deverá ter a garantia de devolução ou troca em caso de constatar algum irregularidade. Para isso é muito importante as referências sobre a loja ou vendedor. Quando não se trata de pessoa jurídica sempre o risco é maior.

No caso de instrumento usado, o ideal é que pudesse ser avaliado por alguém que faça reparação. Dentre os itens que merecem atenção estão: madeira ou corpo do clarinete quanto a trincas, chaves, parafusos e fixação, sapatilhas das chaves, estado dos encaixes das partes, etc. A existência de problemas requer reparos e portanto, um bom desconto no preço.

De resto, é aproveitar este maravilhoso instrumento.

CCB Bolívia


Fotos de um culto na Bolívia, numa igreja ainda em construção. Interessante são as irmãs tocando instrumentos.











sábado, 27 de junho de 2009

ESTATUTO CCB DE 1936

CONGREGAÇÃO CHRISTÃ DO BRASIL
SÉDE CENTRAL – RUA ANHAIA 137 – SÃO PAULO ESTATUTOS APPROVADOS EM 4 MARÇO DE 1931 E REFORMADOS EM 25 DE FEVEREIRO DE 1936 EM ASSEMBLÉA GERAL.




CAPITULO 1º

DA CONGREGAÇÃO

Artigo 1º- O Senhor iniciou esta obra no Brasil por um Seu servo, em Junho do anno de 1910, sem denominação alguma, propagando-se, todavia, rapidamente, por intermedio de seus crentes, desde então, chamando por fé, em Nosso Senhor Jesus Christo.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Histórico da CCB em Tatuí


Este histórico sobre a congregação cristã no Brasil na cidade de Tatuí foi escrito pelo historiador Renato Ferreira de Camargo, que os relatou em forma de artigo no site do jornal O Progresso. O ir. Thiago Carlos da Silva compilou esses artigos e colocou-os na forma atual juntamente com dados bibliográficos do autor.


Clique no link para fazer o download do arquivo em PDF:

CCB TATUÍ HISTÓRICO




CONGREGAÇÃO CRISTÃ - TERRA INDÍGENA LARANJINHA-PR

DA CASA DE REZAS À CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL: O
PENTECOSTALISMO GUARANI NA TERRA INDÍGENA LARANJINHA/PR

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina, por Valéria Esteves Nascimento Barros.

RESUMO

Este trabalho pretende apreender o sentido da conversão dos Guarani que vivem na
Terra Indígena Laranjinha (no Estado do Paraná) a uma religião pentecostal, analisando o significado e as repercussões dessa nova filiação religiosa no contexto político, econômico e social do grupo. Apresento dois momentos vividos pelos Guarani – um marcado pela participação na casa de rezas, outro na igreja da Congregação Cristã no Brasil, construída na própria Terra Indígena.



Clique no link para fazer o download do arquivo em PDF:

CCB ÍNDIOS NO PARANÁ




IRMANDADE CCB SÃO TOMÉ E PRINCIPE - ÁFRICA


É motivo de nos alegrarmos em ver um pouco da grande obra que Deus está realizando naquele país. Deus abênçoe a toda a irmandade e ajude os irmãos que levam a mensagem do evangelho aos lugares remotos.














segunda-feira, 15 de junho de 2009

ASPECTOS DO PENTECOSTALISMO CLÁSSICO NO BRASIL: A CONGREGAÇÃO

ASPECTOS DO PENTECOSTALISMO CLÁSSICO NO BRASIL: A CONGREGAÇÃO
CRISTÃ NO BRASIL (CCB).

SILVA, Janaína da (UENP/FAFIJA)
CAMPOS JÚNIOR, Luís de Castro (UENP/FAFIJA)

Introdução

A origem do termo Pentecostalismo remonta da palavra Pentecostal que vem de Pentecostes que designa a efusão do Espírito Santo(“Evidência de novas Línguas”) cinqüenta dias após a ressurreição (ascensão de cristo). No Livro de Atos, capítulo 2, está a narrativa sobre esse evento, é quando os apóstolos se encontravam reunidos em Jerusalém. A semente do Pentecostalismo já estava plantada no protestantismo norte americano através dos movimentos chamados avivalistas presentes já no século XVIII, em que acreditavam na promessa do “derramamento do Espírito Santo”(Campos Jr,1995).


A Congregação Cristã juntamente com a Assembléia de Deus são consideradas as pioneiras do Pentecostalismo clássico no Brasil, clássico porque foram as precursoras de todo surgimento pentecostal, em que a emoção predomina em seus cultos e não a “racionalidade” dos protestantes históricos,como os metodistas,essa maneira diferente de abordar os fiéis em terras tupiniquins, trazidas pelos missionários norte americanos para a difusão da nova fé cristã.

Para este estudo faz-se necessário o levantamento histórico do seu surgimento enquanto instituição religiosa, seu fundador, quais conceitos, idéias que nortearam sua fundação, desde as influências de protestantes históricos à sua história atual, como está estruturada hoje, os fiéis, as doutrinas ao longo deste tempo.

Congregação Cristã : surgimento e consolidação

Segundo Pierucci ( 2005, p. 307 ) na segunda metade do século XX, a partir dos anos 50, os evangélicos pentecostais cresceram tanto e se diversificaram de tal forma que acabaram por se tornar amplamente majoritários entre os protestantes brasileiros, onde a Congregação Cristã acabou tornando nosso país o maior número de fiéis congregacionistas da América latina.
Dentre as principais características dos pentecostais, suas origens manifestaram primeiro nos Estados Unidos no século XVIII e XIX, como uma forma de reavivamento dentro das igrejas metodistas e batistas,chamadas de protestantes históricas já estabelecidas,onde se firmaram e começaram o processo de expansão no século XX, espalhando -se pela Europa e devido ao trabalho missionário criou movimentos fortes na América latina como Brasil, Chile entre outros,tendo a bíblia como fonte, que em geral é interpretada literalmente(Gaarder,Hellern,Notaker,2005).

A Congregação Cristã a primeira igreja Pentecostal na América latina surgiu em março de 1910, fundada pelo italiano Luigi Francescon ou Francesconi na língua italiana, que nasceu na comarca de Cavasso Nuovo, província de Udine, na Itália, em 1866. Francescon depois de cumprir o serviço militar imigrou para os Estados Unidos ,chegando a cidade de Chicago em 1890.
Ao tomar contatos com italianos ali presentes e famílias como o próprio Francescon chamou de “Fé Valdenses”, torna-se importante dizer que os valdenses tinham alguns conceitos:a Bíblia constituía-se única regra de vida e fé,onde as interpretações eram realizadas de forma literal,isso está presente ainda hoje nas pregações,não há estudos direcionados,apenas o que “Deus revela”,tendo também os preceitos básicos que era o uso da oração dominical,prática de ouvir confissões que denominam de “Santos Testemunhos”,em que a pessoa sente” Deus tocar no coração”,levanta na frente da igreja onde há microfones e relata as bênçãos alcançadas das mãos de Deus,mas isso tem um espaço determinado durante o progredir do culto e um tempo,devendo a pessoa a relatar o testemunho seja breve,falando essencial apenas,e a celebração da Santa ceia que é uma vez por ano sendo celebrada em conjunto.

A fé valdense de Francescon junto com outros italianos foi criada a primeira igreja presbiteriana italiana daquela cidade,onde foi eleito diácono,e após alguns anos ancião,sendo batizado por imersão no lago Michigan em 1903.
Segundo alguns levantamentos de história oral,Francescon relata que o início do seu peregrinar pela propagação da nova fé ocorreu após uma revelação de Deus quando aconteceu que,estando numa noite de joelhos em seu quarto lendo o capítulo 2 da carta de aos Colossenses no novo testamento,ao chegar no verso 12 ouviu uma voz que repetiu 2 vezes:”Tu não obedeceste a este meu mandamento” e ele respondeu:”Senhor jamais alguém falou me neste assunto”.

O que se referia a indagação de Francescon é que no verso 12 há questão do batismo não presente como forma sistemática na igreja presbiteriana até este momento,onde segundo esse verso”Sepultados com ele no batismo,nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus,que o ressuscitou dos mortos”,ou seja,o batismo é a porta para a salvação,a conversão,o caminho para habitar nos céus depois da vinda de cristo, o reino eterno.

Depois de tal revelação Francescon iniciou a falar do batismo como determinado nas escrituras (Bíblia),e que o senhor(Deus) ordenou-lhe obedecer.Todos se manifestaram contra esse novo preceito proposto,fazendo gerar-lhe a incumbência de formar esse novo movimento.
A saída de Francescon da igreja presbiteriana foi inevitável, devido as suas investidas de abordar maneiras diferentes das realizadas na sua antiga crença, tendo agora de fazer cumprir a palavra do senhor.

O início das primeiras reuniões foram feitas na casa dos primeiros convertidos que saíram juntamente com ele da igreja presbiteriana,não esquecendo que toda a pregação neste momento é direcionado apenas a colônia italiana nos Estados unidos ,guiado segundo o “espírito santo”.

Logo depois esse novo grupo começa a se expandir ,aumentando o número de fiéis necessitando de maior espaço para a realização de seus cultos,onde o batismo tornou-se o foco de conversão da nova crença,a cura de doenças crônicas e incuráveis segundo a época,e as “promessas de Deus”foram fatos determinantes para o aumento de adeptos,a partir daí iniciou suas pregações,indo de Chicago a Nova York, Filadélfia, Saint Louis e Los Angeles.

Em Março de 1909 em Chicago Francescon recebe uma “Santa revelação”,por meio de interpretação da linguagem falada pela glossolalia(que é a possibilidade do dom de línguas ,através de línguas estrangeiras (francês,inglês,japonês,etc e línguas cujos sons são indefinidos), juntamente com outro italiano Giacomo Lombardi deixam seus trabalhos materiais para se dedicar inteiramente a “obra” de Deus (Campos Jr,1995).

Diante dessa nova revelação era a incumbência divina de viajar para a América Latina, deveria partir para Buenos Aires,na Argentina e depois ao Brasil.Sua missão era iniciar um trabalho pentecostal, onde suas pregações tiveram como alvo as colônias italianas radicadas nos Estados Unidos, Argentina e posteriormente no Brasil (Campos Jr,1995).
Em Princípios de janeiro de 1910 Francescon e Giacomo Lombardi viajam para Buenos Aires, onde abrem a porta para o início da propagação da nova fé num subúrbio chamado Tigre.

Em 8 de março partem direto para São Paulo,onde aqui no Brasil Francescon chegou freqüentar algumas reuniões da igreja presbiteriana na capital paulista,não demorando muito para que suas novas concepções bíblicas entrassem em choque com as doutrinas calvinistas e conservadoras do presbiterianismo.

Agora ali convivendo na metrópole paulistana, não sabia falar absolutamente nada do idioma português, seu trabalho foi iniciado junto a colônia italiana em São Paulo,que continha na época fora o sul do país grande número de italianos,podemos citar o bairro do bexiga que era praticamente um pedaço da Itália dentro de São Paulo.
Francescon em seu segundo dia na capital paulista encontrou no jardim da luz um italiano chamado Vicenzo Pievani que era ateu morador de Santo Antônio da Platina no Paraná,onde lhe falou da nova “graça de Deus”.
Dois dias depois, Vicenzo Pievani voltou para Santo Antônio da Platina, e Francescon e Lombardi permaneceram em São Paulo até 18 de abril,quando G.Lombardi partiu novamente para Buenos Aires e Francescon para Santo Antônio da Platina.

Para ir ao lugar onde “Deus ordenara” que Francescon fosse,ele não tinha outro endereço a não ser de V.Pievani, Sto.Antônio da Platina, porém, para chegar a essa cidade, tomou a estrada de ferro Sorocabana que percorria o estado de São Paulo passando perto do Norte do Paraná e sua última estação era em Salto Grande.
De Salto Grande a Sto Antônio da Platina ainda faltavam 70 Km, que foram feito a cavalo atravessando matas virgens com a presença “infestada” de Jaguarás, com ajuda de um guia indígena, chegando lá em 20 de abril.

Ao chegar foi recebido por 2 italianos um dos quais era Vicenzo Pievani e o outro Felício Mascaro,sendo suas esposas e demais moradores daquela cidade de fé católica romana. O povo desta cidade sabendo da sua chegada e sua “missão” foi jurado de morte, mas não efetivando a ameaça onde permaneceu até 20 de junho,tendo realizado vários batismos e pregações,estas foram as primícias da congregação no Brasil .

Em 20 de junho partiu de Santo Antônio da Platina com destino a São Paulo, onde ao chegar lá viu o crescimento da semente que havia plantado,com a conversão de várias “almas”, entre eles presbiterianos, metodistas, batistas, e católicos,tendo um grupo saído da igreja presbiteriana e começou, juntamente com outros componentes a se organizar.

A Partir daí Francescon voltou várias vezes ao Brasil, mas ainda com seu trabalho de “Peregrinação” pelo mundo, apenas “observando” o progresso de sua “obra”.

O crescimento da congregação no Brasil e no mundo foi rápido,sendo necessário por questões doutrinárias uma pequena alteração no nome,passando a denominar-se ”do” Brasil para “no” Brasil ,no caso das congregações no Brasil,que iniciando pelos estados do sul,atingindo as colônias de imigrantes italianos.Francescon possuía uma linguagem simples, porque fora operário ,conseguindo por isso atrair no início do movimento congregacionista, a camada mais pobre da população,sendo atualmente empresários e uma pequena parcela da classe média fazem parte dela(Gaarder,Hellern,Notaker,2005;Campos Jr,1995).

A congregação tem um modo diferente de evangelizar, não realizando sermões em atos públicos como praça ou emissoras de rádio ou qualquer outros meios de comunicação,é feito de maneira direta, transmitindo a “palavra que Deus revela”, tendo a bíblia como única fonte divina.

Os ministérios ou historiograficamente cargos eclesiásticos correspondem aos ensinamentos do livro de Atos dos Apóstolos (At.2:42 e 4:33) .Os membros que compõem o ministério,são escolhidos entre os que se destacam para função,de conduta ilibada, ministros pelo “dom da graça de deus”(1 Timóteo 3:2).

No culto da congregação há duas manifestações discursivas principais:a dos fiéis (nos testemunhos) e a do ancião, cooperador ou a quem for revelado (na pregação), onde o dirigente-mor é o ancião,que também é chamado de função de bispo, aquele que vai de igreja em igreja pregando a doutrina e batizando novos membros, é a pessoa que domina os ensinamentos eclesiásticos e tem profundo conhecimento das escrituras sagradas (Bíblia), somente ordenado após muita oração e segundo a confirmação do Espírito Santo. Não existe na abertura dos cultos uma liturgia pré - determinada, onde este abre a oportunidade de pregar para quem sentir-se “guiado” pelo Espírito Santo. Com isso confere ao culto forte componente emocional, espontaneidade ,e a atmosfera favorece manifestações de êxtase,dentre elas podemos citar a glossolalia,que é segundo os membros desse movimento a evidência de novas línguas.

Para facilitar o entendimento podemos organizar as estruturas ministeriais da congregação em hierarquia de forma piramidal, na base encontram-se os Cooperadores de jovens que a função é liderar os cultos para a crianças, jovens ainda não casados, onde eles tem maior participação;os Cooperadores de culto oficial,sua função é liderar a igreja local,dirigir os cultos e presidir o conselho referente ao seu cargo e o ancião que é a “autoridade” máxima dentro do corpo ministerial da igreja, que tem todas as funções acima referidas.

Os Diáconos ficam responsáveis pela administração, aplicação das ofertas e coletas voluntárias e anônimas, aplicando-as nas obras pias e viagens missionárias.
No setor da música não se admite a introdução de instrumentos elétricos como baterias,guitarras,pandeiros,nem violões.Os músicos, homens e mulheres devem apresentar-se nos cultos com trajes social, sua conduta deve ser exemplo.A orquestra formada se assemelha a uma sinfônica, com instrumentos de origem clássica.

Na fundamentação doutrinária é aceita toda a bíblia sagrada, na qual está contida toda a palavra de Deus. Nos cultos as mulheres usam o véu como está escrito na carta aos coríntios 11, elas ficam sentadas num lado,ocupando a metade da igreja e os homens,a outra metade; não é de costume bater palmas;os hinos são pedidos espontaneamente pelos participantes do culto e entoados pelos membros da igreja;
Os costumes e as roupas possuem diferenciações quanto aos homens e mulheres.Para as mulheres é proibido o uso de calça comprida e o cabelo não pode ser cortado, já para os homens existe um padrão de corte de cabelo, que é chamado de corte social.

Não se admitem que membros do ministério vivem de salários originados nas coletas(dízimo) dos fiéis, sendo a contribuição de livre e espontânea vontade,não sendo obrigatório.A construção ou reformas dos templos está a cargo dos próprios membros.

No término do culto uns saúdam os outros com chamado ósculo santo, que é um beijo no rosto de homem para homem e mulher para mulher, numa recomendação do apóstolo Paulo “No final do culto os homens se beijam no rosto e as mulheres também,num espírito de muito respeito e fé,os congregados não se misturam”.
A santa ceia que é um momento sacro, a lembrança da morte de cristo na cruz, é celebrado em datas previamente marcadas e bem comunicadas para que todos referentes a igreja mais próximo de sua casa possam participar,tendo de justificar as possíveis faltas ou “tomar” a santa ceia em outra congregação quando tiver,mas tudo isso com o devido esclarecimento ao ministério.Ela é realizada uma vez ao ano,onde no dia os músicos são orientados a tocar mais lento e mais piano,e os membros a entoar os hinos com menos intensidade,tendo como referência o evangelho de Lucas 22:19.

Assim, a Congregação Cristã é apolítica, sem fins lucrativos,tem por finalidade a propagação do evangelho de Jesus Cristo e o guia do Espírito Santo(Gaarder,Hellern,Notaker,2005).

A Congregação Cristã na atualidade

Depois de toda essa viajem histórica pela formação da Congregação Cristã, torna-se necessário certos comentários acerca da igreja hoje, porque para os espectadores pequenas mudanças não são notadas, mas para os fiéis que estão no seio da igreja,conhecendo os mecanismos conservadores de seu funcionamento,essas mudanças são muito importantes.

O que mais identifica na congregação quando falamos seu nome é a doutrina, dita por muitos como “Rígida”. Para entendermos esse significado basta fazermos um retrospectiva na sua história, foi a primeira igreja pentecostal a surgir no Brasil,onde seus preceitos éticos foram resultantes de conceitos tradicionais que ultrapassaram até mesmo a moral calvinista daquele momento, buscando ” resgatar “ um “puritanismo original “.

Santo Antônio da Platina foi, juntamente com São Paulo seu centro fundador no entanto, na história da congregação manteve uma estrutura bem conservadora se comparada com outras cidades vizinhas ou “próximas” como Ourinhos-SP, sendo o desenvolvimento da Igreja em Ourinhos muito ligado a Sto Antônio da Platina , mas analisando atualmente a estrutura verificada em congregações do estado do Paraná com a do estado de São Paulo,as do Paraná são muito mais conservadoras e tradicionalistas aos preceitos defendidos, principalmente com relação à moral , na sua formação,do que no estado de São Paulo onde membros da igreja algumas vezes se auto denominam como “Modernos” se comparados com de outros estados no Brasil.
O que se verifica é que a congregação tem uma certa adaptabilidade quando se insere ao meio e é isso que possibilitou seu maior crescimento.

Nota-se que o número de fiéis jovens de boa conduta teria diminuído sensivelmente caso não houvesse uma tolerância ,boa conduta segundo a igreja é seguir corretamente os preceitos defendidos, como não seguir as vaidades mundanas,exemplificando : quando as mulheres (irmãs) cortam o cabelo, pintam, usam jóias, roupas sensuais e curtas, são consideradas vaidosas e isso tem se tornado cada vez mais comum,principalmente entre os jovens, diante disso, o corpo ministerial tem sido bem “maleável” ,ou seja,não tirando a liberdade(que significa não restringir
atos,como testemunhar) na igreja,como era feito antigamente de forma muito comum quando não se enquadrasse na doutrina. Isto está ocorrendo porque a mocidade (moças e moços) diminuiu muito e há casos de congregações sem mocidade nos cultos .

Segundo Pierucci ( 2005 ) o movimento pentecostal no Brasil passou a se diferenciar em dois tipos:Os pentecostais “Clássicos” e os “Neopentecostais”. Esta última é a que mais cresce, porque oferecem um forma de religiosidade muito eficiente em termos práticos, pouco exigente em termos éticos e doutrinariamente descomplicada, podendo ser essa uma das causas pela diminuição de jovens na Congregação Cristã.

Portanto, as principais características desse ramo pentecostal está em primeiro estágio a conversão, o segundo o batismo na água, sendo seu conceito de batismo como dos batistas, quer dizer o batismo se realiza por imersão total e o batismo de crianças é uma impossíbilidade. O terceiro estágio é o traço distintivo do pentecostalismo - o batismo no Espírito Santo, que é a mesma experiência que os discípulos tiveram em pentecostes (Atos 2). Os que foram batizados descobrem que têm um ou mais dons, como a glossolalia ou dom de falar línguas estranhas, profetizar, dom da cura,se seguindo nos cultos a emotividade,onde é negado estudos
direcionados a Bíblia,apenas o entendimento revelado segundo por deus pelo seu
Espírito Santo(Gaarder,Hellern,Notaker,2005).

Considerações Finais

Dentre os assuntos abordados pela pesquisa do levantamento histórico, formação, discussão historiográfica da Congregação Cristã no Brasil , observação participante, documentação oral (entrevistas), uma das questões que aparentemente possa demorar ainda mais um certo tempo para efetivamente entrar em declínio é a identidade desse ramo pentecostal.

Identidade porque segundo a discussão historiográfica religiosa feita por Pierucci o Brasil continua mudando gradualmente quanto aos componentes religiosos de sua cultura plural e sempre mais se destradicionalizando em termos religiosos. Essa pesquisa feita por Pierucci ( 2005 ) vem refletir também mesmo que neste instante de forma não muito significativa na congregação, o que está ocorrendo um declínio das grandes religiões no país.

O que se verifica em observações feitas na cidade de Ourinhos é já essa diminuição em certos bairros de membros efetivos, nesse caso os batizados, ou a mudança para outro tipo de religião ou mesmo o “abandono” da congregação.
Hall ( 2005 , p.9) ao analisar a questão da identidade não só religiosa mas também cultural, de gênero, etnia, raça, nacionalidade, mostra que relativamente às mudanças estruturais da sociedade moderna, tinham no passado, nos fornecido localizações como indivíduos e com as transformações no presente abala-se a idéia que temos de nós como sujeitos integrados.

Esta discussão sobre identidade não apenas religiosa, nos remete a pensar que a congregação não está camuflada nestes “inevitáveis” processos, mas é parte atuante dele.

Referências Bibliográficas

BAUMAN, Zygmunt. Identidade.Rio de Janeiro. Jorge zahar,2004.
CAMPOS JÚNIOR, Luís de Castro. Pentecostalismo.São Paulo.Ática,1995.
DOMINIQUE, Julia. A Religião: História Religiosa. 3. ed.Rio de janeiro.S.A. ,1988.
GAARDER, Jostein et al. O Livro das Religiões.São Paulo. Companhia das
Letras,2005.
HALL, Stuart. A Identidade Cultural na Pós-modernidade.10.ed. Rio de
Janeiro,DPeA, 2005.
HERMANN, Jacqueline. História das Religiões e Religiosidades.São Paulo: Cia das
Letras , 2003.
HUBERMAN, Leo. História da Riqueza do Homem. 21ed.Rio de janeiro:LTC,1986.
MEIHY, José Carlos Sebe Bom. Manual de História Oral. 5. ed. São Paulo:Loyola,
2001.
PIERUCCI, Antônio Flávio. As Religiões no Brasil. São Paulo:Companhia das
Letras,2005.
10
"Bye bye, Brasil" - O declínio das Religiões Tradicionais no Censo 2000.São
Paulo:V.18. Nº 52,2004.Disponível em:http://www.scielo.com


CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL- BRÁS


quinta-feira, 11 de junho de 2009

FOTOS CAVASSO NUOVO

Imagens da pequena Cavasso Nuovo, cidade de origem de nosso irmão Luigi Francescon. Site oficial http://www.comune.cavassonuovo.pn.it/


Vista aérea






Palácio Palazzat




Igreja em Cavasso



Vista aérea



Via Roma




Museu da Imigração



terça-feira, 2 de junho de 2009

MAPA CAVASSO NUOVO OU CAVASSO NOVO

Visualize no Google Maps a cidade italiana de origem do irmão Louis Francescon.

Cavasso Nuovo ou Cavasso Novo


Exibir mapa ampliado
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