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terça-feira, 13 de abril de 2010

ENCONTRO APOLEGÉTICO CCB

No mês de março ocorreu um evento denominado Encontro Apolegético, cujo tema era a CCB, promovido pelo AGIR- Agência de Informações Religiosas, que pretende defender as verdades fundamentais da fé cristã. Para cumprir esta missão, uma das formas é realizar debates com o objetivo de esclarecer as pessoas sobre seitas e desvios doutrinários do cristianismo.

O diretor é Paulo Romero, escritor, com muitos cursos teológicos e pastor/fundador da Igreja Cristã da trindade.

Este evento pra debater a CCB ocorreu nas dependências da igreja, no Jabaquara. Os palestrantes: Helyel Rodrigues e o próprio pastor Paulo Romero.

Com todo respeito aos palestrantes, inclusive já li e apreciei vários artigos de Paulo Romero, mas o fato de promover tal debate, já deixa implícito o pré-julgamento que fazem da denominação CCB. Caso contrário, não haveria motivo para uma igreja “perder tempo” discutindo uma outra, com suas doutrinas. Pra mim, um dos motivo deste evento, é porque colocam a CCB na cesta de seitas heréticas e precisam defender a fé cristã das ameaças.

A CCB que eles consideram herética completa 100 anos de vida, possui características peculiares que os historiadores não conseguem classificá-la entre os grupos evangélicos comuns, teve poucas mudanças nestes 100 anos e continua a crescer.

No banner do convite para o evento há a seguinte frase:

“Fundada em 1910, resiste ás mudanças impostas pela pós modernidade e tenta manter um discurso radical. Isto tem gerado tensões dentro do segmento do pentecostalismo brasileiro.”

Não sei se os palestrantes consideram esta resistência ás mudanças, boa ou ruim, mas,  não é preciso ter muito estudo teológico para saber que esta resistência é boa e desejável, uma vez que, as mudanças impostas pela pós modernidade tem criado caricaturas de igrejas. Isso vemos principalmente em algumas igrejas neo-pentecostais, com seu liberalismo religioso, o apego ás riquezas e ao dinheiro. Muitos pastores, de igrejas tradicionais tem sucumbido e entrado também na onda da teologia da prosperidade.

A pós modernidade tem formado uma geração de evangélicos que não querem mais sentir culpa, serem importunados por doutrinas consideradas rigorosas. Estas passam a ser apenas sugestões; Jesus Cristo é como se fosse um guru, um exemplo e não o salvador das nossas almas. Pragmatismo missionáro, igrejas orientadas para aquilo que dá certo, e não o que é certo.

A CCB segue,  resistindo à comercialização da fé, à transformação dos cultos de adoração em shows, pregando um evangelho desinteressado da parte econômica da pessoa.

Tenta manter um discurso radical.

A CCB continua pregando os pontos básicos que pregava no passado, a necessidade do cristão ser luz neste mundo e para tanto, tendo um proceder diferente do mundo,  em tudo na sua vida. O que mudou nos tempos atuais é a tratativa com aqueles que não se enquadram.

Os próprios estudiosos de religiões não classificam a CCB como igreja legalista, que segue uma doutrina radical. A igreja tem se adaptado com o passar dos anos, demonstrando certa flexibilidade, maior do que alguns ramos da AD, Deus é Amor, etc.


Isto tem gerado tensões dentro do segmento do pentecostalismo

O “isto” que é afirmado é: resistir às mudanças impostas pela modernidade e tentar manter um discurso radical.

A CCB sequer admite o rótulo de pentecostal e nunca manteve qualquer envolvimento com outras igrejas pentecostais. A igreja não ocupa a mídia, continuando a anunciar o evangelho boca-boca, seguindo ao largo de vários modernismos que tem se infiltrado nas igrejas pentecostais.

Leiam em  Entrevista com Gedeon Freire de Alencar o que ele diz sobre a CCB: Hoje ela é bem parecida com o que era há anos atrás. Não mudou quase nada do seu modelo original. Isso implica que, por seu isolamento social, não teve influencia na formulação do pentecostalismo brasileiro, e muito menos, na produção cultural do país.


Portanto,  não é verdadeiro dizer que a CC tem gerado tensões no meio pentecostal. Tensões estão sendo geradas pelas igrejas neo-pentecostais, com o seu mercantislimo da fé, sincretismo religioso e cultos mágicos.


Todos são bem vindos.
A entrada é franca

Promovem um debate para falar de outra igreja e ainda cobrariam dos interessados?


Vejam no blog do irmão Daniel: Membro da CCB conta o que viu em encontro apolegético, o relato ´do encontro, feito por um irmão que esteve presente.

Leiam e tirem suas conclusões. Promover um encontro para malhar outra igreja, é a coisa mais sem sentido e absurda no meio evangélico. Por seu lado, a CCB não realiza tais encontros e ainda proíbe que nos seus cultos sejam feitas críticas à quaisquer igrejas ou denominações.

1 comentários:

Anônimo disse...

Que exêmplo lhein?,Serà mesmo essa pessôa que foi a este ENCONTRO APOLOGÉTICO,um domèstico na FÈ,Se for hò ta sem entendimento ou falta lhe sensibilidade,Pra quem è convertido no SENHOR e conhece a OBRA de DEUS,Jamais se inseria num ajuntamento deste,È Pecado atè participar deste tipo de coisa,Temos que ANUNCIAR a estas pessôas e nâo dar lhe Ouvidos|.

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