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domingo, 31 de outubro de 2010

CCB - Valdense ou Reforma


Igreja Valdense em Roma
 Alguns irmãos da CCB estão divulgando que a origem da Congregação está no extinto movimento Valdense, e que a CCB não tem nada a ver com a Reforma Protestante.


Acontece que não há nos Estatutos e Ensinamentos da CCB nenhuma só citação dos valdenses, como origem da CC. Eu tenho 30 anos de CCB, e nunca ouvi um dos antigos anciães falar uma só palavra sobre os valdenses. Aliás não falam nem de Louis Francescon, porque o costume da CCB é não falar do passado, mas apenas de presente e futuro.

Para quem não sabe, há uma ala de batistas que defendem que os batistas são descendentes diretos dos apóstolos. Esta tese chama-se sucessão apostólica e passa pelos valdenses. Esta posição não é defendida oficialmente pela Igreja Batista.

Um grande historiador batista, J.E. McGoldrick escreveu um livro chamado “Baptist Successionism: A Crucial Question in Baptist History” onde refuta esta tese, desfazendo todo o engodo e afirmando que os batistas surgiram no século 17 e são protestantes.

CCB e origem valdense

É possível que, com o surgimento da internet, alguns irmãos tomaram contato com estas histórias e a tomaram emprestada para defender que a CCB é a herdeira dos valdenses, que Louis Francescon se inteirou de toda a herança valdense e ai fundou a Assemblea Cristiana em Chicago em 1903, e assim, por meio dele estaria traçada também a linha de sucessão apostólica: CCBLouis Francesconvaldensesapóstolos.

O que pareceria comprovar esta tese seriam as práticas liturgicas da CCB e sua doutrina, diferente da maioria das igrejas evangélicas. Forma de organização, dois sacramentos, ministros não-assalariados e leigos e adoção unicamente da Bíblia, lida sem teologia sistemática.

O fato da CCB ter alguns elementos do movimento valdense não a faz herdeira, pois havia muito mais no movimento, que a CCB não abraçou e nem poderia, como por exemplo, a vida de pobreza e o treinamento intensivo dos pregadores itinerantes. Havia valdenses que batizavam crianças, acreditavam na doutrina da transubstanciação dos elementos da Ceia, celibato aos pregadores e muito mais. Eles eram muito mais católicos querendo reformar a igreja romana.

Alguns elementos que são apontados como herança valdense, na verdade são encontrados em diversas igrejas ou fizeram parte de movimentos antigos, que pretendiam uma volta a um cristianismo primitivo, ou são mesmos oriundos da Reforma.

Só o fato de podermos nos reunir e cultuar a Deus da forma que entendemos, já é uma conquista da Reforma Protestante e não dos valdenses. Para muitos cristãos, hoje é tão normal ir para sua igreja, mas não imaginam que esta situação não era admitida até o século 16, até que ocorresse a Reforma Protestante, que teve grande alcance e repercussão, com milhares de mortos em guerra religiosa, mas que ao final conseguiu a liberdade para interpretar as Escrituras e adorar a Deus, independente da igreja romana.

Os valdenses foram quase totalmente eliminados pela igreja de Roma, e receberam muita ajuda dos protestantes para poderem sobreviver.

O argumento que melhor derruba por terra esta afirmação de que a CCB não deve nada à reforma é este: Se Louis Francescon quis resgatar a herança valdense, uma coisa importantíssima para a Igreja, Deus não lhe permitiu descobrir sósinho: o batismo do Espírito Santo com evidência de novas línguas.

Onde que Louis Francescon foi descobrir o batismo da Promessa?

Não foi entre os valdenses, mas na igreja de um ex-pastor batista chamado Willian Durham em Chicago. Foi lá que ele, esposa e outros líderes da Assemblea Cristiana foram receber o dom de falar novas línguas, que na época foi entendido como batismo do Espírito Santo. Este pastor, por sua vez, havia recebido a promessa no avivamento da Rua Azuza.

Eu acredito que Deus fez isso para que ninguém pudesse se gloriar, como hoje alguns irmãos estão fazendo, achando que sua denominação nasceu completa, independente do movimento da Reforma Protestante, que tem se espalhado pelo mundo, alcançando milhões de almas pelo Evangelho.

Todos os historiadores sérios modernos situam o início do movimento valdense no século 12, com os Pobres de Lion, ou Pobres de Cristo, quando um rico comerciante se converteu, abriu mão de suas riquezas, adotou a vida de pobreza e atraiu seguidores para pregar o Evangelho. No início foram deixados em paz pela Igreja romana porque esta combatia outros movimentos considerados heréticos, mas depois foram duramente perseguidos e atacados nos seus lugares de refúgio, os vales do Piemonte na Itália.

A origem apostólica é considerada um mito e foi baseada em documentos cujas datas foram adulteradas, para provar a antiguidade valdense, porque havia interesse em se divulgar a origem apostólica, em oposição a Igreja de Roma, que se dizia a única herdeira dos apóstolos. Estas idéias foram aceitas por muito tempo, mas atualmente consideradas como lenda por qualquer historiador.

Portanto, estas afirmações de irmãos da CCB, da antiguidade valdense, além de não terem comprovação histórica, a CCB oficialmente nunca afirmou ser herdeira do movimento e seria muito incoerente fazer esta afirmação. Os valdenses eram pregadores itinerantes dedicados, enquanto nós somos cristãos de igrejas, de templos, esperando que as almas venham até nós.

Não temos necessidade de nos afirmar como herdeiros deste ou daquele movimento, basta sermos herdeiros de Cristo, da verdade do Evangelho. Movimentos surgem e desaparecem de tempos em tempos, documentos se perdem no tempo, mas a Palavra de Deus permanece, e nela devemos nos firmar.

domingo, 24 de outubro de 2010

CONGREGAÇÃO CRISTÃ FAZ 100 ANOS



CCB Central de Campinas
 Notícia que saiu no jornal Correio Popular de Campinas, SP, sobre o centenário da CCB.

ROGÉRIO VERZIGNASSE


No templo imenso, há acomodação para 1,2 mil fiéis. Na fileira central de bancos, uma centena de músicos se ajeitam diante das estantes (pórticos delicados onde se apóiam as partituras). Eles executam hinos primorosos. Atrás do púlpito, de onde o ancião comanda o culto, há o tanque azulejado onde acontecem as cerimônias de batismo por imersão. Na Rua Germânica funciona o centro administrativo regional da Congregação Cristã no Brasil, ao qual estão subordinados 440 templos, de 27 cidades. Só em Campinas, são 23 mil seguidores cadastrados. Cristãos que, além de batizados, já participaram da Santa Ceia, espécie de sacramento cumprido pelos adeptos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ENSINAMENTOS CCB 2010

RESUMO DE ENSINAMENTOS - 75a ASSEMBLÉIA - 2010


SÃO PAULO - 30 DE MARÇO A 03 DE ABRIL DE 2010

INICIARAM-SE ESTAS REUNIÕES EM NOME DO SENHOR JESUS

ATENCÃO: SOMENTE OS TÓPICOS ASSINALADOS COM ASTERISCO * DEVERÃO SER LIDOS NAS CONGREGAÇÕES PERANTE A IRMANDADE.

EM CADA REGIÃO OS ENSINAMENTOS ENTRARÃO EM VIGOR APÓS A REALIZAÇÃO DA REUNIÃO ANUAL DE ENSINAMENTOS.



*1 - EXPRESSÕES QUE NÃO DEVEM SER FALADAS

Ao agradecer a Deus nos testemunhos, não se deve dizer que Deus confundiu a ciência ou a medicina.

RJM - Reunião de Jovens e Menores

Mocidade CCB - Rondonópolis
RJMs

Na CCB, geralmente aos domingos de manhã ou à tarde, temos cultos exclusivos para jovens e crianças. Estes cultos são denominados "Reuniões para Jovens e Menores”.


Nestas reuniões somente as crianças e jovens tem liberdade para chamarem hinos para serem cantados/tocados, fazer as orações da igreja e contar as bênçãos recebidas diante de todos. As crianças ainda não alfabetizadas são reunidas na frente do púlpito para aprenderem a oração do "Pai Nosso", ensinada por Jesus aos discípulos. No momento do recitativo, os jovens e crianças vão à frente e recitam um versículo bíblico, acompanhados de perto por um jovem que tem o cargo denominado "auxiliar de jovens". Este recitativo poderá ser individual, mas não é comum isto ocorrer.

Os pais são aconselhados a enviarem seus filhos à estas reuniões e/ou levarem os pequenos, e os que são músicos podem colaborar levando o instrumento para ajudar na orquestra.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

CCB e o anti-personalismo

Uma característica peculiar à Congregação Cristã é o anti-personalismo. É não aparecer o EU na realização de qualquer serviço religioso. Enquanto em alguns segmentos se destaca tanto a figura do ministro, havendo até uma busca por títulos para serem reconhecidos como grandes líderes, na CCB há um empenho em permanecerem invisíveis, deixando sempre Deus aparecer.

Se um pregador faz uma bela pregação, recebida com satisfação pelos ouvintes, expressa através de muitos louvores de alegria e fervor religioso, este tal nunca deve se exaltar, achando que foi por seus méritos que aquilo aconteceu, mas dar toda glória a Deus, pois é Ele Quem dá os dons para edificação da igreja.

Os membros por sua vez, acreditam que tudo o que ouviram veio de Deus e o pregador foi um simples vaso ou instrumento nas mãos divinas. Não se parabeniza o pregador pela bela pregação, por mais feliz que se esteja com o que ouviu, mas elevam-se louvores unicamente a Deus.
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