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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Carta de apresentacao

Na CCB existe um mecanismo de comunicação interna chamado de Carta de Apresentação. Trata-se de uma maneira de um ministro comunicar a outros, onde houver necessidade, que determinada pessoa é membro da Congregação e possui algum cargo, podendo ser recebido pelos membros como irmão na fé.

A carta deve ser assinada pelo ministério local, cooperador ou ancião, de onde a pessoa é originária. Basicamente é um formulário impresso onde consta o nome do membro e algumas observações, e cada ministro local tem seu talão de cartas, não podendo emprestar alguma folha para outro ministro.

O uso das tais cartas é muito antigo, desde o início da Congregação, e várias regras foram estabelecidas disciplinando o seu uso. Nos tópicos de Ensinamentos, podemos notar diversas alterações e regras sobre o tema, quase sempre ligadas a eventos ou acontecimentos da época.

As cartas são basicamente usadas em duas situações: mudança de localidade e viagens, no Brasil ou exterior.

Cartas por motivo de viagens

Já em 1936 havia ensinamento determinando:

Salvo em alguns casos, não se deve hospedar nenhum irmão de fora, sem uma carta de apresentação assinada pelo Ancião ou Cooperador da localidade a que ele pertence, devendo constar na mesma o motivo da viagem.

Nesta época, a Congregação ainda é pequena e portanto, não havia dificuldades para um ancião ou cooperador fornecer uma carta de apresentação para um irmão que fosse viajar. Mais tarde, alguns ministros começam até a colocar uma observação na carta, dizendo que o portador tem o dom da Palavra, mas, em 1964, um tópico proíbe este costume.

Em 1965, o ministério está muito preocupado com as seitas e em impedir que pastores preguem na Congregação, ensinando outras doutrinas. Proíbe-se que seja dado a liberdade de pregar a Palavra para pessoas, desconhecidas, de outra denominação ou sem carta de apresentação.

Em um Tópico de 1969 exige-se carta de qualquer membro que viaje e queira levantar-se diante da igreja., mas em 1972 há uma alteração neste ensinamento, sendo exigido carta apenas de quem deseja levantar-se para pregar a palavra.

Tópico de 1972

15 - CARTAS DE APRESENTAÇÃO
É deliberado que se dê carta de apresentação só em casos de mudança ou missão espiritual. Irmãos e irmãs em visitas não levarão carta de apresentação e terão liberdade, embora não sendo conhecidos, para chamar hinos orar ou testemunhar. O servo que preside deve estar atento par que nada de estranho se manifeste. Mas para exortar a palavra, só se dá liberdade a irmão que seja conhecido ou apresente carta.

No tópico acima notamos que havia liberdade para irmãos sem ministério pregarem, desde que trouxessem carta. Um tópico de 1986, porém, proíbe levantar com a Palavra, mesmo trazendo carta de bom testemunho, conforme era exigido nos anos anteriores. Notem que o tópico demonstra preocupação com solícitos levantarem com a pregação e entristecerem a irmandade.

Tópico de 1986

02 - IRMÃOS DE OUTRAS LOCALIDADES LEVANTAREM COM A PALAVRA, ENTRISTECENDO A IRMANDADE - NÃO DAR LIBERDADE
Há irmãos solícitos que levantam para pregar. Contristando a irmandade. Servos procurem corrigir isso. Servos de outros Estados não ofereçam a Palavra a irmãos em visita, seja de São Paulo ou de outros lugares, que não tenham ministério.
Não se dá liberdade para pregar só porque um irmão trouxe carta de bom testemunho. Ou porque colaborou bastante na construção da congregação.

Na década de 80 e 90, conheci vários irmãos sem ministério que gostavam de viajar "em missão", fazendo visitas, profetizando, evangelizando e pregando nas igrejas onde congregavam. Alguns causaram muitos problemas, mas outros viram Deus operar.  Por causa dos causadores de problemas  ocorreu um endurecimento nos ensinamentos, mas em muitos lugares, eu sei que muitos irmãos, com dons verdadeiros, puderam e ainda podem se levantar e pregar.

Um Tópico de 1995 é a determinação final  determinando que não seja dado carta de apresentação para quem viaja, a não ser que seja em missão, orada e confirmada pelo ministério.

Viagens para o exterior

Como sabemos, nas ultimas décadas houve um fluxo migratório de brasileiros para os Estados Unidos e para a Europa e dentre estes, muitos irmãos da Congregação.

No início, quem viajava para o exterior levava uma carta onde constava que tinha bom testemunho. Não se dava carta para aqueles que não tinham um testemunho de cristão, a não ser que constasse que a pessoa era de mau testemunho.

Um tópico de ensinamento de 2008 determina que na carta só deve constar que tal pessoa é nosso irmão na fé.

Cartas por motivo de mudança

Sempre que um irmão muda de localidade, procura o ministro local e pede a carta de apresentação, para levar para o ministério da nova Congregação que irá freqüentar.

Como já citado, antigamente alguns colocavam até a informação de que o portador da carta possuia dons, prática abolida em 1964.

Quando uma família de crentes mudava para outro local, era comum o cooperador ler a carta de apresentação na tribuna e pedir para a irmandade receber com amor. Alguns mandavam até levantar e ir à frente para a irmandade conhecer quem estava chegando.

Mais tarde, ensinamentos da década de 80 manda o ministro guardar as cartas das pessoas que chegavam de outros lugares, desobrigando-os de as lerem para a irmandade.

Novamente se observa o excesso de zelo e a desconfiança em apresentar os recém-chegados, pois teme-se que aprontem alguma coisa errada e a irmandade venha a criticar o ministério. Não falando nada, o ministro pretende se isentar de qualquer responsabilidade se aquela pessoa vier a apresentar um mau testemunho. Isso pra mim é um equívoco, pois o fato de ter lido a carta e apresentados os recém-chegados não significa passar um atestado de boa conduta para as pessoas. Cada crente vai mostras as suas obras e dar conta dos seus atos.

A determinação final sobre as cartas de apresentação para quem muda de localidade são dadas no Tópico de 1998: Cartas de apresentação não devem ser lidas perante a irmandade. São só para o ministério.

Este tópico encerra de vez a época de ler carta na tribuna, quando uma família mudava-se para outra localidade. Quem está chegando deve levantar-se e testemunhar falando de onde veio e normalmente o cooperador faz um breve comentário.

Cartas e cargos

Cargos e ministérios na Congregação sempre foi um assunto complicado, porque o ministério é leigo e são escolhidos pelos integrantes do colégio ministerial. Tópico de 1990, alertava sobre o risco de dar cargos para irmãos que não trazem cartas, e depois se descobre que o tal tinha um passado de mau testemunho.

Tópico de 1990

9 - IRMÃOS QUE NÃO TRAZEM CARTA DE APRESENTAÇÃO - CARGOS
Não se deve dar qualquer cargo na congregação a irmãos que não tragam carta de apresentação e cujo passado seja desconhecido.

Maas um Tópico de 2001 diz que não é suficiente uma carta de apresentação para alguém ser colocado no ministério, devendo ser analisado a ficha corrida da sua vida. Isso é triste, porque evidencia falta de revelação, mas deve ser feito.

Conheci um caso, há muitos anos, onde a pessoa já havia sido músico em outro local e mudando-se, fingiu estudar a música novamente e chegou até ser cooperador de jovens, até um dia que a sua “casa caiu”, foi surpreendido num erro e então descobriram seu passado. Uma carta, ou conversa com o ministério da sua igreja de origem deveria esclarecer tudo e evitar danos à Obra.

Outras regras sobre cartas, inclui um Tópico de 2001 que determina que seja anotado na carta, se o irmão é músico, oficializado ou não e qual o instrumento que toca na Congregação. Determina também que se a pessoa já veio de algum lugar sem a carta de apresentação, ao mudar-se não deverá levar carta.

Segue ainda este alerta à mocidade:

Tópico de 1993, alerta a mocidade sobre o risco de namorar pessoa que não trouxe carta. Hoje, mais do que nunca, este ensinamento é válido, mesmo havendo Internet, nunca se deve deixar de falar com o ministério da comum da pessoa que se pretende namorar.

24 - ALERTA À MOCIDADE

As irmãs jovens, que são sempre em maior número que os irmãos jovens, na ansiedade de arranjar um matrimônio, muitas vezes acabam se envolvendo com pessoas desconhecidas que, geralmente, tem um falar suave e doce, mas são lobos devoradores.

Se as moças e as famílias não conhecem a pessoa, devem procurar saber com o ministério, de onde veio, se trouxe carta de apresentação, se tem bom testemunho, se não há qualquer coisa que a desabone. Muitas vezes, não se tomam essas precauções e depois se descobre tratar-se de uma pessoa sem dignidade, sem pudor, sem honra, e aí vem os desastres. É preciso cuidado para que isso não aconteça.

Conclusão

Várias alterações foram feitos no ensinamento sobre carta de apresentação, mas é evidente o zelo, o temor de errar ao apresentar alguém, dar liberdade pra testemunhar ou pregar ou apresentar para algum cargo na Congregação. Infelizmente algumas ações podem ferir alguém, mas a intenção por trás sempre foi proteger a irmandade de espertalhões e aventureiros que desejam glória humana e benefícios terrenos e fazem de tudo para tentar enganar a irmandade.

Mesmo a pessoa levando uma carta em mãos sem mencionar nada desabonador, os ministros sempre puderam trocar informações adicionais a respeito de alguém, e isso ninguém consegue inibir, pois é feito em sigilo.

Atualmente, com a internet, um e-mail torna-se uma ferramenta muito mais eficiente para troca de informações,  isso para não citar outras ferramentas que a web proporciona. Neste mundo globalizado, a carta de apresentação fica tão absoleta e desnecessária, algo como uma peça de museu, que fez parte duma era romântica, onde a comunidade ouvia com alegria a leitura de uma carta de apresentação, e mais do que ouvir, acolhia com amor a família recém-chegada.

O importante no uso de cartas, e-mail ou qualquer outra ferramenta de apresentação é haver sinceridade, honestidade, e nenhum ministro deixar-se levar por gostos pessoais, simpatia, empatia ou antipatia quando tiver que falar de um irmão ou irmã, não agindo como se fosse dono desta Obra, pois a Obra de redenção teve um único preço: o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, e Ele não quer que ninguém se perca.

3 comentários:

antonio disse...

e pessoa que fica viagiando atrabalho que congre em gongregação eoutra tinh que ter uma carata univerçalé meu casa tenho bom testumunhoa mais naõ pero

antonio disse...

sou musico mais naõ tenho comum congrego em quaquer congrgação cada semna estou em viagem nada medesabona meu testemunho

Anônimo disse...

como se diz no comentario hj em dia vc seu testemunho e sua carta tem irmaos usando de pder para prejudicar irmaos so por q nao vai com a cara do irmao ve se isso pode irmao de bom testemunho sendo prejudicado issso aconteceu comigo



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