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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O casamento

No ano de 1984 Deus preparou a realização de um casamento em Campinas, que ficaria marcado para sempre na memória de muitos que dele participaram.

Como era costume na época, realizou-se a cerimônia de casamento, seguida duma festa simples, na própria casa da noiva, cuja família toda não era crente, com exceção dela e um cunhado. Os convidados eram crentes da Congregação Cristã do bairro, parentes e amigos e ninguém se importava com o aperto e a simplicidade do lugar. Não havia enfeites caros, mas a paz reinava naquela humilde casa.

Desde o início da festa havia uma atmosfera de comunhão em muitos jovens e alguns casados. Em dado momento, após haver sido realizado o casamento, em torno de um jovem por nome Pedro (hoje é casado,  serve a Deus em Brasília e tem uma família abençoada), formou-se uma rodinha e a presença de Deus começou a manifestar-se ali. Alguns davam louvores e outros falavam em dom de línguas, baixinho, sentindo a virtude de Deus tomar o coração.

O casal também aproximou-se e sentiram grandemente a presença de Deus. Naquela comunhão, irmão Pedro, falando em dom de línguas, chamou para a oração. O grupo e mais aqueles convidados que sentiram entraram na apertada sala de estar da casa e buscaram a Deus em oração, e a glória tomou aquele lugar.

Naquele momento não havia nenhum irmão de ministério ali, pois o cooperador de adultos, que raramente ia à casamentos, havia estado ali por algum tempo e já havia ido embora, e o cooperador de jovens só chegaria mais tarde.

Houve muita manifestação de línguas e glórias, de modo que nem parecia se tratar de um casamento, mas uma visita. Para marcar ainda mais este evento, Deus deu três orações fervorosas, e quando a oração foi encerrada e todos se saudavam, manifestando em línguas, percebeu-se que Deus havia selado com o dom da promessa, um menino de 11 anos, irmão do noivo. Maior foi então a alegria de todos os presentes, por entenderem o movimento que Deus havia começado a fazer lá fora, para a obra que decidira fazer naquela noite, naquele casamento.

Naturalmente, este jovem casal, sabia que todo aquele movimento não era por serem melhor do que os demais, mas era,  primeiramente, por misericórdia divina e para cumprimento da palavra de profecia ouvida no ultimo culto de jovens que participaram como solteiros.

Na pregação no culto de jovens, Deus falou das provações que iriam passar, mas prometeu vitória, prometeu que mostraria que estava com eles. Terminando o culto, na calçada da Congregação, uma cara e revestida serva de Deus, irmã Dora, cheia da presença de Deus, olhou para o casal e chorando disse: Deus vai fazer uma obra neste casamento, vai ser uma festa espiritual, vocês vão ver e Deus vai mostrar que está com vocês.

Assim, se cumpriu, e muitas outras palavras, ouvidas naqueles cultos de jovens, e da boca do cooperador de jovens, ainda se cumprem, na vida deste casal. Muitas provas passaram e ainda passam, e muitas vezes o desânimo quis e ainda quer dominar, mas lembram-se das palavras que ouviram, e dos sinais que Deus deu lá atrás, e então, sabem que tem que seguir em frente, rumo ao porto da salvação gloriosa, o destino final de todos aqueles que guardarem o Senhor no coração. Sabem que não podem retroceder, que não podem ignorar os sinais de Deus na vida deles.

Amados, muitas vezes o adversário luta tão fortemente contra nós, que na fraqueza, pensamos apenas no presente, e nos esquecemos das obras e maravilhas que Deus fez na nossa vida, na vida dos que amamos. É certo que a dor passada ficou na lembrança, e a dor presente exige um bom e atual remédio, mas lembrar daquilo que nos fez o Senhor, traz alento, força e confiança, de que não nos desamparará, por maior que seja nossa prova ou tribulação nos dias presentes. Um olhar no passado, nos faz também perceber detalhes da nossa vida, os quais nunca prestamos atenção, mas que nos permitiram ser o que somos hoje, imperfeitos ainda, mas amadurecidos na fé, e sabendo em Quem temos crido.

Deus abençoe todos os leitores deste blog e este relato não é ficção, mas verdadeiro.

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