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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Vendendo para seus irmãos

Alguns evangélicos, resolvem dedicar-se á venda de produtos ou serviços, e não tem nada de errado nisso. Se temos gente vendendo roupas, alimentos, pacotes turísticos, etc é porque há mercado para estes e outros produtos.

Sendo o produto oferecido numa loja, a pessoa é livre para escolher entre o produto da loja do seu irmão de fé ou de outro, mas alguns vendedores usam da sua condição de irmão de fé para adentrar às casas e oferecer seus produtos. Neste caso, o crente muitas vezes compra algo apenas por constrangimento, por não ter coragem de dizer não, principalmente se o vendedor for alguém do ministério da igreja.

Há muitos anos atrás havia uma turma vendendo telefones, (época que telefone era investimento). Muita gente foi lesada porque abriu as portas para vendedores, que abusaram da sua boa fé. Teve quem perdeu ministério e famílias que passaram por tragédias. De um lado, crentes sem coragem de dizer não, constrangidos pela imponência dos vendedores e do outro, pessoas gananciosas e sem escrúpulos, que não hesitam em lucrar sobre o pobre.

Alguns vendedores já tem por hábito só ir ás casas de crentes da sua igreja mesmo, mas outros, são supostamente “profetas”, "irmão de oração" ou “revestidos” que não querem ter um emprego fixo com horário à cumprir. Querem a liberdade de congregar em vários lugares, conhecer pessoas diferentes, fazer visitas, orações, pregar, etc e para estes o emprego é uma barreira e trabalhar com vendas torna-se uma atrativo. São geralmente pessoas carismáticas, e muitos irmãos, na igreja, se impressionam e os convidam para suas casas.

Não se deve deixar impressionar por nenhum crente vendedor, daqueles que só batem na porta de irmão de fé ou aqueles que congregam numa igreja e depois fazem uma visita após o culto, para oferecer um produto. Se a pessoa contar uma história triste de necessidade então, desconfie mais ainda, pois o justo não mendiga o pão.

Misturar negócios com crença nunca dá certo, ao menos para um dos lados e há muitas estórias que confirmam isto. Prefira comprar numa loja, com nota fiscal e garantia e se for adquirir algum produto de outro crente, avalie com o mesmo critério que faria se o tal não fosse crente, a menos que você sinta de fazer um ato de caridade, ajudando o irmão vendedor. Pagamentos facilitados e sem entrada, em geral, escondem juros abusivos e há muita gente vendendo saias jeans para as irmãs com preços super faturados, pela dificuldade das irmãs acharem uma roupa decente no comércio.

Irmãos que visitam a irmandade causam constrangimento e as vezes conseguem vender seu peixe, seu queijo ou colchão, mas saiba que o dinheiro desta venda, pode ser de sofrimento ou até, do leite das crianças. Após saírem de uma casa, ás vezes, o casal entra em contenda por ter feito uma despesa que não devia.

Deus que tudo vê, tomará providências, não se engane quem procede assim. Quando alguém é levantado para ministro, sua função é em determinada localidade e ali ele deve trabalhar e cuidar dos membros da igreja. È uma ilusão querer tornar-se um apóstolo, viajando por todo o mundo, abraçando uma missão que não tem condições de levar adiante. Já será um bem-aventurado se conseguir cumprir localmente com suas obrigações de ministro, dando a assistência que os membros precisam, e o Deus de paz suprirá todas as suas necessidades, pois o justo jamais será desamparado.

2 comentários:

Mario disse...

Irmão Valdeci, a paz de Deus!

Concordo com você não se pode usar da fé para se obter vantagens, ainda mais sobre os menos favorecidos, mesmo que não sejam nossos irmãos na fé.

Há cerca de dois anos, tenho colocado a venda alguns itens que produzo, nunca fui de ficar insistindo para as pessoas comprarem, e também nunca induzi elas a fazerem dividas oferecendo o produto fiado.

Lógico que quando a pessoa me procurava e pedia o material para pagar depois eu facilitava, mas somente porque era iniciativa e necessidade manifestada pela propria pessoa, nada forçado.

Já tive irmãos do ministério vendendo meu produtos, e eles vendiam super bem... porque será? rsrsrs.

O pessoal da faxina na empresa que trabalho também gostavam dos meus produtos, e sempre compravam, mas a eles eu sempre dei descontos e ainda facilitava o pagamento, afinal, eles ganham muito pouco.

Outra coisa, tinha gente que por amizade vendia meus produtos e se recusavam a receber a comissão, mesmo assim sempre fiz questão de pagar a comissão centavo por centavo, ninguém deve ter vergonha de ganhar dinheiro, mas deve ter vergonha de agir com má fé, e o argumento que eu usava é o seguinte: "Vai receber a comissão sim, porque se um dia você quiser um destes pode ter certeza que eu vou cobrar"... enfim, o que é justo é justo.

Nunca fui vender na igreja.

Fraterno abraço,

Mario

Valdeci disse...

Está certo irmão Mário, acredito que sua meta é crescer, olhando todo o mercado consumidor, não apenas o evangélico, como muitos fazem. Todo cuidado é pouco.

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