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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Santa Ceia

No domingo passado foi realizado o serviço de santa Ceia na minha comum e Deus nos abençoou, permitindo que tudo transcorresse em boa ordem e comunhão.  Uma Santa Ceia leve, sem alvoroços, sobresaltos ou  gritarias. O silêncio era cortado apenas por louvores e algumas espaçadas manifestações de linguagens e choro.  Ninguém levantou-se para reconciliar-se com a igreja, a pregação foi expositiva e consoladora e antes das nove horas, cerca de 240 almas já haviam participado da mesa do Senhor.

A santa Ceia na Congregação Cristã é celebrada anualmente com muita reverência ao Senhor Jesus. Os ministros sempre enfatizam a necessidade do membro estar preparado, não apenas para a santa Ceia, mas para a morte, em paz com Deus e comunhão com a igreja.  Somos exortados a não nos afastarmos da Igreja e  não guardarmos mágoa no coração contra nenhum irmão, para que ninguém fique sem participar.

Na pregação da Palavra nos cultos de santa Ceia, normalmente,  será enfatizado o aspecto da santidade e da consciência limpa para se achegar à mesa e participar da santa Ceia. Alguns pregadores costumam pregar 1Coríntios 11:17-34, alertando sobre o perigo para quem participa dela indignamente, frisando muito a setença: torna-se culpado da morte do Senhor. Mentes culpadas e corações cumpungidos ouvem esta pregação, sentindo um grande temor de participar indignamente da santa Ceia.

Em 1 Cor 11:17-34, Paulo não está dizendo que eles não eram cristãos, ou que haviam cometido pecados na semana passada e portanto não poderiam participar da Ceia do Senhor. Paulo está censurando os coríntios, pela falta de discernimento em relação ao evento em si, uma festa de comunhão entre os fiéis e Cristo. Os coríntios estavam divididos e transformaram a Ceia numa refeição comum. Enquanto uns comiam demais e se embriagavam,  outros passavam fome. Aquela ceia estava servindo para expor os contrastes sociais entre ricos e pobres, por isso Paulo dizia que eles estavam se ajuntando para pior e não para melhor.

Por falta de entendimento, trava-se uma luta na mente do crente no momento da santa Ceia, ao lembrar-se dos erros ou pecados que cometeu e achar-se indígno de participar da Ceia do Senhor.  Tradicionalmente tem sido esta a interpretação do "indignamente".  Devemos sim, fazer um autoexame de consciência, mas ninguém é dígno por si mesmo, porque a Palavra de Deus declara que todos nós cometemos pecados ainda. Todos nós estamos ainda num processo de santificação e Jesus nos torna dígnos, quando nos humilhamos, pedimos perdão e compreendemos o valor do sacrifício na cruz por nossas almas.  A santa Ceia é o momento para lembrarmos do sofrimento, morte e ressurreição de Cristo,  desejando a Sua volta. Por isso não se pode participar da santa Ceia, indiferente, como se fosse um evento qualquer ou mesmo achar que ela é a mágica que salva a alma. Quem salva é Jesus Cristo e devemos estar unidos a Ele sempre, o ano inteiro, cada segundo da nossa vida.

Concluindo, na minha comum, o ancião que conduz este santo serviço, sempre demonstra amor e respeito pelas almas que ali se encontram. Sua pregação não foi dura, áspera e não atemorizou ninguém. O seu conselho foi basicamente para cada um examinar sua consciência e se fosse preciso, pedisse perdão a Deus pelo que fez, mas não deixasse de participar da Santa Ceia. 

Algumas convenções, aparentemente, podem impedir alguém de servir a Deus na terra, mas se Jesus te libertar, voce é livre no Senhor Jesus. Permaneça, creia, confie, agarre o Seu perdão e sirva a Deus por fé. Se não for possível, na sua denominação de origem, procure outra onde sinta a paz na sua alma e possa conduzir sua família na fé, o importante é crer que o sacrifício de Jesus na cruz por tua alma é maior do que todas as suas fraquezas, erros, faltas e pecados e que, somente por Ele, podes ter forças para participar . do Corpo e do Sangue do Senhor.  Deus abençoe a todos.


                 


2 comentários:

Hélio disse...

Conselhos e considerações práticas eu li nesta postagem.

Não tenho nada à acrescentar, mas, se me permiti, deixarei um comentário que escreveram em meu blog em resposta às considerações de um outro comentarista sobre a santa ceia.

Jesus nunca estabeleceu que 'Santa Ceia' é de domínio de determinada denominação religiosa. E Paulo apenas diz: examine-se a si mesmo. É algo unicamente ligado à consciência e JAMAIS a regras e cerimonialismos religiosos. Desculpe-me pela sinceridade, mas essa 'equação' tá perdendo de dez a zero pra a religiosidade da ICAR.

Dessa 'ceia dos fariseus' eu quero distância. A Ceia de Jesus é VIVER o Evangelho. Aliás, quando se cai do cavalo e se vê o que realmente importa, o impacto ao cair a ficha para a simplicidade do Evangelho é tão grande, tão grande, que é necessário mesmo que se fique um tempo cego da vista para que se veja com o coração, como aconteceu literalmente com Paulo, rígido conhecedor (e seguidor ferrenho) das leis de Deus.

Gosto especialmente do final de um texto que diz:

"A justiça própria, a moral, o virtuosismo das aparências, a integridade, a seriedade, as formalidades, as reverências externas, e todos os gestos sagrados não nos habilitam para fazermos parte, vestidos ou nus, da Ceia do Senhor.

Tomar e comer a Ceia em pecado é tomar e comer com arrogância de justiça própria, com superioridade, com a certeza de ser adequado para aquela hora e papel. Ou seja, com vestes próprias.

Ninguém que tome e coma, tendo um coração quebrantado, grato, arrependido, consciente da Graça e a ela ligado em fé no amor de Deus, jamais tomará a Ceia em pecado. Pois quando o coração está assim, o sangue de Jesus, o Filho de Deus, que é o Cordeiro Eterno, nos purifica Hoje de todo pecado. Sempre!

Ele Tira o pecado do mundo. É sempre ato contínuo...

Tomar a Ceia em pecado é tomá-la sem consciência de gratidão quando já se tem a informação e já se disse que nela se crê.

Bêbados da rua não pecam quando tomam do pão e do vinho. Mas sacerdotes distraídos, indiferentes, hipócritas, mecânicos, ritualistas e ingratos, esses pecam sempre que realizam a Ceia “para os outros” fazendo-o como se fossem autômatos de Deus.

A Ceia também deve suscitar em nós espírito de acolhimento fraterno, deve nos fazer exercitar a generosidade, deve nos estimular a compartilhar com o próximo o nosso pão e o nosso vinho. Pois na igreja do Caminho, todos traziam de casa e a mesa era comum. Quem tinha mais, mais trazia. Quem tinha menos, menos trazia. E quem não tinha nada, trazia a si mesmo, e os demais o serviam em amor. Assim era. Assim deveria ser. Assim pode ser no espírito e no entendimento.


Deus te abençoe.

Irmão Carlos disse...

Amados,Deus Seja Louvado,Devemos estar vigilantes, porque a volta do Senhor Jesus está mais próxima do que imaginamos, não podemos perder a unção de Deus, a perdemos quando nos embriagamos com o vinho que há contenda,porém devemos nos encher do Espirito Santo ;nos alimentarmos da Santa Palavra de Deus com fez o profeta Jeremias, e ficaremos cheio da graça. Leiam Judas capitulo 1 e depois deem glória a Deus.

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