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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Governo da igreja

Igreja é uma instituição divina e Cristo é a cabeça da igreja" (Efésios 5:23). Todas as denominações cristãs pregam que Jesus Cristo governa a Igreja, porém, divergem no modo como este governo ocorre. Alguns defendem que Ele governa através de uma estrutura hierárquica de bispos; outros defendem que o governo deve ser através de conselhos de presbíteros ou anciães e tem aqueles que rejeitam qualquer tipo de governo humano na igreja. Todos tomam versos da Bíblia para defenderem seu modo de governo.

Tipos de governo

Durante séculos de cristianismo a Igreja católica predominou com seu sistema de governo eclesiástico. Após a Reforma protestante, surgiram diversas denominações cristãs e outros sistemas de governo da igreja foram sendo criados.

Atualmente podemos identificar ao menos três sistemas ou modelos básicos de governo da igreja. Cada denominação adota um destes modelos, uma variação ou mistura dos mesmos.



Episcopal

Nesta forma de governança a autoridade do bispo tem papel fundamental. É um sistema fortemente hierarquizado, onde o dirigente tem grande autoridade e poder de decisão sobre os destinos da igreja.

Uma igreja local está sujeita a vários níveis de autoridade: o clero local composto também de diáconos e presbíteros, bispos, diocese regional, sínodos e concílios. Um bispo pode ainda ser chefiado por um arcebispo ou patriarca, dependendo da tradição.

Este é o sistema das igrejas mais antigas, como a Igreja Católica Romana e as demais da mesma linhagem: Ortodoxa oriental, Ortodoxa do leste, Anglicana e outras. Há quem diferencie o sistema da ICAR, considerando-o episcopal-monárquico, por causa do papado.

Adotam este sistema ainda, Igreja Luterana, Metodista e até os mórmons, apesar de não usarem o nome episcopal. Temos ainda igrejas com sistemas parecidos e centralizados num líder, a Igreja Renascer em Cristo, Universal do Reino de Deus e Quadrangular.

Atenção: não é porque uma igreja tem um líder denominado bispo, que o sistema de governança é episcopal.

Presbiteriano

Este sistema de governança nasceu durante a Reforma protestante, particularmente na Escócia e Suécia, com a Igreja Presbiteriana, em oposição ao sistema episcopal, considerado muito hierarquizado. A proposta era de um sistema de governança democrática na igreja, funcionando através de assembleias ou conselhos de presbíteros ou anciães.

O menor conselho é eleito pela igreja local, constituido pelos pastores e presbíteros. Estes participam dos presbitérios, composto de representantes de cada igreja local. Representantes dos presbitérios participam do sínodo, e acima deste há o Supremo Concílio ou Assembléia Geral.

No Brasil, as diversas dissidências da Igreja Presbiteriana também adotam este sistema de governo, como Igreja Presbiteriana do Brasil, Presbiteriana Renovada, Presbiteriana reformada, etc.

Congregacionalista

Nesta forma de governo, a assembléia da igreja local elege os ministros e decide os assuntos importantes da igreja, por meio de votação, não tendo que se reportar ou depender de nenhuma instância superior. As igrejas que adotam este sistema são chamadas igrejas independentes, pois não aceitam interferência de outras igrejas. Isso não impede que façam parte de associações e convenções.

Aqueles que seguem este sistema defendem que Jesus Cristo é o único Governo e todos os membros possuem igual poder de decisão, sendo este o sistema ideal e instituído no Novo testamento.
Este é o sistema da Igreja Batista em todo o mundo e Igreja Congregacional, sendo considerado o sistema mais democrático de governança eclesiástica. 

Outros sistemas

Muitas igrejas adotam sistemas de governo que são variações destes três sistemas básicos. Outras alegam que o único governo é do Espírito Santo, não havendo líderes e nem conselhos. Há também igrejas com líderes monárquicos, atuando como verdadeiros donos da igreja e em algumas denominações,  tem surgido até o título de apóstolo.

Governança CCB

Alguns estudiosos afirmam que a Congregação Cristã segue o sistema de governo presbiteriano, mas isso não é verdade. Apesar da sua origem presbiteriana, Louis Francescon era congregacionalista e optou por permanecer assim até sua morte.

A CCB tem um sistema que não é presbiteriano, congregacionalista e nem episcopal. Também não é uma igreja adepta do  não-governo, onde não há nem membros e nem líderes. Temos um sistema organizado, cuja base são as igrejas locais presididas por cooperadores, eventualmente auxiliados por diácono e os anciães que atendem geralmente,  várias igrejas ou região. Junto aos cargos espirituais, temos um grande setor administrativo na gestão dos recursos financeiros e outros serviços.

Como em outras igrejas, acredita-se na guia do Espírito Santo sobre os homens escolhidos para o ministério. Um ponto  que diferencia este sistema dos demais é o respeito à antiguidade no ministério. Anciães regionais mais antigos no cargo tem maior autoridade dentre seus pares, mas esta não é equivalente a de um bispo no sistema episcopal.

***

Governo da igreja não é assunto secundário no cristianismo, pois um bom ou mal governo irá refletir  no dia-dia dos membros, nos que permanecem e nos que deixam a igreja. Cada igreja defende o seu sistema como o único correto, mas nenhum é perfeito, como não são, os seres humanos. Independente do sistema de governo, o que o povo cristão precisa é de homens comprometidos com a missão  dada por Jesus de anunciar o evangelho e fazer discípulos, que não significa ter domínio, escravizar ou explorar de alguma forma estes discípulos.

1 comentários:

Cesarccb Violins disse...

A Ccb possui um líder e um cúpula de 39 anciãos seguindo o sistema congregacionista.

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