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quarta-feira, 20 de março de 2013

IGREJAS E SEGURANCA


Ensaio Pinhais

IGREJAS E SEGURANÇA 

A tragédia na Boate Kiss no Rio Grande do Sul, onde 239 jovens perderam a vida,  trouxe um alerta em todo o país. Na minha cidade, a prefeitura começou a fiscalizar as casa noturnas e lacrou diversas delas. Até os bombeiros se empenham em fazer aquelas vistorias necessárias para se conceder alvará de funcionamento. 

Uma pesquisa do Jornal Correiro Popular apurou, no entanto, que a fiscalização está focada nas casas noturnas e de shows. Há muitos outros locais de aglomeração de pessoas  que também deveriam ser fiscalizados e não são. O

Em matéria publicada recentemente, apurou-se que as igrejas evangélicas, que proliferam na periferia de Campinas, em sua maioria estão irregulares. Estruturas inadequadas,  falta de equipamentos de segurança, falta de alvará, são algumas das irregularidades.


A reportagem percorreu alguns bairros reportagem percorreu as regiões do Campo Grande, Campo Belo a dos DICs numa semana e constatou falta de alvará e de laudo do Corpo de Bombeiros em boa parte das igrejas em funcionamento. Faltam extintores, saídas de emergência, sinalização e a estrutura, muitas vezes, é bem precária: há fios soltos ou até prédio em plena reforma sendo usado para serviços religiosos.

As igrejas Católica, apesar de aparentar melhor estrutura do que as evangélicas, também deixaram a desejar no quesito respeito ás normas de segurança nos últimos anos. A própria catedral no centro de campinas, funcionou por dez anos sem alvará do Corpo de Bombeiros.

Segundo Derivaldo Nascimento, presidente do Sindicato dos Bombeiros Civis do estado de São Paulo, regras valem para todos os segmentos: Quanto ás igrejas, independente de ser grande ou pequena, sempre há o perigo. Em todo o lugar onde há concentração de pessoas há risco e, por isso, é preciso obedecer as regras e obter o laudo do Corpo de Bombeiros. Independente do seu segmento e da forma como está registrado, todo  prédio tem que ter equipamentos de segurança que estão estabelecidos na legislação: extintores, sinalização, saídas de emerg~encias. Isto é válido, principalmente nos locais onde há maior concentração de pessoas. E isso não envolve somente as igrejas.  (Jornal Correiro Popular 11/03/2013 – Campinas).

A velha desculpa do poder público é sempre a mesma: não tem gente suficiente para fiscalizar e portanto priorizam as denúncias.  Denúncias sobre igrejas evangélicas, geralmente são feitas por pessoas da vizinhança, a respeito do barulho.  Para alguém denunciar irregularidade nas instalações da igreja, tem que ser alguém que frequenta o local.  Normalmente, o membro sente-se inibido em denunciar, mesmo que perceba que algo está errado. 

As salinhas...

Algumas décadas atrás, era comum, iniciar-se um embrião de igreja da CCB, na casa de algum membro, em algum cômodo ou garagem. Às vezes, construía-se uma pequena salinha apegada á construção ou nos fundos do terreno.  Estas reuniões em locais não muito apropriados, atraía muita gente, trazendo diversos transtornos. Atualmente, a questão da segurança é levada com maior rigor.

Há muitos anos atrás, quando se pretendia iniciar uma Reunião no meu bairro, alguns irmãos escolheram a casa de uma irmã da Obra da Piedade, mas, meu cooperador foi contra a idéia. Tempos depois nasceram duas Salas de Oração em instalações adequadas. Uma Congregação já foi levantada e a outra está sendo finalizada. A Sala de Oração que ainda existe, funciona num salão comercial alugado.

Igrejas lotadas

Na CCB há muito deste fenômeno de se lotar igrejas, quando sabe-se que determinado irmão vai estar presente.  Isto gera uma grande lotação da igreja, que muitas vezes, não foi projetada para tão grande aglomeração.  Pessoas ocupam todos os espaços da igreja, dentro e fora do prédio.  Se for preciso evacuar rapidamente o local, haverá problemas.  Tornei a perceber isso, dias atrás, congregando numa igreja na capital São Paulo.  A igreja é espaçosa, possui galeria, duas grandes portas laterais e uma porta principal na frente. Estava tão lotada, que demorei quase dez minutos para chegar ao bebedouro após o culto e pra sair, foi um sufoco.

Alguns irmãos comentaram comigo a preocupação quanto ás novas construções, onde foram eliminadas a tradicional porta principal na fachada do prédio.  Outros comentaram sobre igrejas onde nem há saída lateral e o acesso ao banheiro é por uma porta de dentro da igreja. Enfins, há muitas variações nas construções e espaços de cultos.  Nosso irmãos engenheiros e/ou responsáveis por esta parte, tem uma grande responsabilidade em estudar e rever os projetos e os riscos que podem haver em todos os locais de cultos da CCB. É sempre melhor prevenir, antes que tragédias aconteçam, deixando as marcas de sofrimento, dor e arrependimento por não ter sido feito isso ou aquilo ou tomado esta ou aquela medida. Deus guarda, mas devemos fazer a nossa parte.

Quem quiser ver a matéria do Correiro Popular clique no link:

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