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domingo, 19 de maio de 2013

Confissao de Fe


Confissão de Fé, assim como o Credo, é um resumo das doutrinas defendidas por uma igreja, mas são textos mais extensos, melhor elaborados, divididos em itens ou capítulos e recheados de referências bíblicas.  Credos e Confissões de Fé continuaram a surgir durante a Idade Média, tanto no ocidente como no oriente, mas a marca conhecida da Reforma Protestante foi as Confissões de Fé, junto com os catecismos.

O  entendimento  de uma confissão  não é universal, mas limitado àquela comunidade cristã.  Enquanto os credos ecumênicos são aceitos por  praticamente todas as igrejas, a confissão é específica de cada grupo. Por exemplo, a Confissão de Westminster, de teologia calvinista, tem grande influência mas  não é aceita por todos os ramos do cristianismo.


Assim como o credo, confissões não são infalíveis e nem eternas. As Escrituras não mudam, mas o entendimento que o homem tem delas, vai crescendo com o passar do tempo. O conhecimento das verdades de Deus é progressivo e contínuo e isso faz com que a Confissão de Fé sofra alterações significativas. Confissões devem seguir o padrão das Escrituras e a obediência a Jesus Cristo identifica uma igreja cristã, comprometida com a verdade da Palavra de Deus.

A reforma e as confissões

Dede os primeiros dias os reformadores trataram de elaborar documentos (Confissões), para preservar as características do movimento. Assim, denre muitas outras temos os 67 Artigos de Zwinglio (1523), A Primeira Confissão Helvética  ( 1536). Fórmula da Concórdia (1577), A Confissão de Ausgsburgo (1530), Segunda Confissão Helvética (1566), Confissão de Westminster (1647), etc.  Desde o início, dezenas de Confissões e Declarações de Fé foram escritas, com determinados objetivos, de acordo com a época.  
Enquanto as Confissões reformadas concordam nos pontos básicos, elas se dividem de acordo com as grandes correntes calvinistas, arminianos. 

Objetivo e objeções

Confissões são  para deixar claro aos crentes daquela tradição e aos novos convertidos, as principais doutrinas da igreja.  Elas expressam o conhecimento bíblico e teológico, distingue a verdade dos falsos ensinos, funciona como elemento de comunhão entre as pessoas daquele grupo religioso.

Muitos cristãos rejeitam os Credos e também as Confissões, afirmando que a Bíblia é a única regra de fé e prática. A Confissão não substitui a Bíblia e nem se trata de textos inspirados, mas trabalho  de elaboração humana. Na Bíblia, Deus fala com o homem, enquanto através da  Confissão de Fé, o homem fala com o mundo sobre as suas crenças.

Credos e Confissões nos dias atuais

É fato que muitas igrejas atuais tem dado pouca importância a Credos e Confissão de Fé.  Nos tempos antigos, quando a igreja estava sob ataque de diversas heresias, os credos e confissões foram instrumentos para manter os crentes unidos num mesmo conjunto de crenças.  Atualmente, muitas igrejas não confessam sua fé, rejeitando um corpo de doutrinas e valorizando mais o sentimento e a experimentação. valoriza-se mais o que o líder diz e a confissão de fé é contribuir financeiramente com a organização, com o objetivo de conseguir bens materiais em troca. 


Leia também a primeira parte deste artigo:  Credo CCB

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